Prosopopeia

figura de estilo que consiste em atribuir a objetos inanimados ou seres irracionais sentimentos ou ações próprias dos seres humanos.

Poema 24 - A vida correta nasce da naturalidade

Quem se ergue na ponta dos pés

Não pode ficar por muito tempo.

Quem abre demais as pernas 

Não pode andar direito.

Quem se interpõe na luz

Não pode luzir.

Quem dá valor a si mesmo

Não é valorizado.

Quem se julga importante

Não merece importância.

Quem se louva a si mesmo

Não é grande.

Tais atitudes são detestadas

Pelos poderes celestes.

Detesta-as também tu, ó homem sapiente.

Quem tem consciência da sua dignidade,

De ser veículo do Infinito, 

Se abstém de tais atos.


Lao-Tsé

167 parágrafo 2

O meu desejo é fugir. Fugir ao que conheço, fugir ao que é meu, fugir ao que amo. Desejo partir - não para as Índias impossíveis, ou para as grandes ilhas ao Sul de tudo, mas para o lugar qualquer - aldeia ou ermo - que tenha em si o não ser este lugar. Quero não ver mais estes rostos, estes hábitos e estes dias. Quero repousar, alheio, do meu fingimento orgânico. Quero sentir o sono chegar como vida, e não como repouso. Uma cabana à beira-mar, uma caverna, até, no socalco rugoso de uma serra, me pode dar isto. Infelizmente, só a minha vontade mo não pode dar.

O livro do Desassossego - Fernando Pessoa.

Poema 49 - A vida no coração do mundo

O sábio não tem coração estreito;

Inclui no seu coração os corações dos outros.

Ele é bom com os bons

E bom também com os não-bons,

Porque sua íntima atitude 

Só lhe permite ser bom.

Ele é honesto com os homens

E honesto também com os desonestos,

Porque seu íntimo só lhe permite 

Ser honesto com todos.

Ele vive retirado,

Mas a sua vida está aberta de par em par

A todos os homens.

Os olhos e os ouvidos dos homens 

Se voltam para ele, estupefatos - 

Ele vê seus filhos em todos.

Lao-Tsé.

velha e louca

Nem fé nem santo vai me tirar aquilo que eu quero mais
passam-se 366 dias após o último dígito, e eu tô querendo sossego
e por isso, eu vivo a esperar.

Bocadinho de vontade de voltar, vontade louca de continuar em frente.

Pode falar, eu não ligo
pode dizer quantas vezes quiser, amigo, que meu desejo é um só: ir, ir seguindo até onde eu possa encontrar o meu sossego, o meu cantinho, o meu pouso doce e tranquilo.

E assim eu tô
Eu tô na estrada,
Eu nunca sei da hora,
Eu nunca sei de nada

Que há tempos eu já sou dona do meu nariz, dona do meu caminho, da minha cuca.

E há quem diga, que assim na beirada eu vivo, vivo com um riso frouxo e com tamanha alegria, que faz barulho.

Mas falta, falta chão. E sobra, sobra tempo.

É assim.

Eu vinte.

Percebo a cada dia o quanto o mundo é pequeno, o quanto as coisas são íntimas e o que vejo ao meu lado tem um fiozinho ligado à dois mil quilômetros daqui.

CUIDADO!

Egoísmo e ignorância estão pegando todos por aí!

‎”Todos os homens buscam a felicidade. E não há exceção. Independentemente dos diversos meios que empregam, o fim é o mesmo. O que leva um homem a lançar-se à guerra e outros a evitá-la é o mesmo desejo, embora revestido de visões diferentes. O desejo só dá o último passo com este fim. É isto que motiva as ações de todos os homens, mesmo dos que tiram a própria vida.”

___________Blaise Pascal

guarde um tiquinho de esperança no olhar, no meio sorriso…

s.o.s