Prosopopeia

figura de estilo que consiste em atribuir a objetos inanimados ou seres irracionais sentimentos ou ações próprias dos seres humanos.

Nem fé nem santo vai me tirar aquilo que eu quero mais
passam-se 366 dias após o último dígito, e eu tô querendo sossego
e por isso, eu vivo a esperar.

Bocadinho de vontade de voltar, vontade louca de continuar em frente.

Pode falar, eu não ligo
pode dizer quantas vezes quiser, amigo, que meu desejo é um só: ir, ir seguindo até onde eu possa encontrar o meu sossego, o meu cantinho, o meu pouso doce e tranquilo.

E assim eu tô
Eu tô na estrada,
Eu nunca sei da hora,
Eu nunca sei de nada

Que há tempos eu já sou dona do meu nariz, dona do meu caminho, da minha cuca.

E há quem diga, que assim na beirada eu vivo, vivo com um riso frouxo e com tamanha alegria, que faz barulho.

Mas falta, falta chão. E sobra, sobra tempo.

É assim.

Eu vinte.

1 year ago